Comércio vê recuperação em eletrônicos e decoração para as vendas de fim de ano

No front dos presentes, o cenário começa a clarear. A FecomercioSP estima que, no Estado de São Paulo, as vendas encerrem 2020 com queda de 3% sobre o ano passado. O índice é mais otimista que a previsão anterior, de agosto, de recuo de 7%, enquanto logo no começo da pandemia era de -14%.

A estimativa atual vem puxada pela forte recuperação das vendas de eletroeletrônicos, materiais de construção e móveis e decoração.
— O comércio não espera Natal de recuperação. O consumidor vai racionalizar gastos e ter um Natal mais moderado. O cenário ideal seria redução do auxílio emergencial com alta do emprego — diz Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP.
[12:47, 18/11/2020] Felipe: Por causa da alta do dólar, o brasileiro vai encontrar TVs, computadores e celulares mais caros, porque levam insumos importados. De janeiro a setembro, produtos de TV, som e informática tiveram aumento de preço de 15,8%.

Jorge Nascimento, presidente da Eletros, que reúne fabricantes de produtos eletroeletrônicos, espera aumento de até 10% nos preços até dezembro, mas avalia que o brasileiro vai às compras, mesmo que de itens mais baratos.

Ele diz que fabricantes trabalham em três turnos para atender ao varejo neste Natal:

— As pessoas ficaram mais em casa e estão melhorando seu conforto. O brasileiro vai olhar o que está faltando em casa e comprar, porque economizou com saídas de casa.
Aires Fernandes, diretor de marketing da Estrela, conta que o aumento de preços nas matérias-primas vai levar o preço dos brinquedos nacionais a subir de 7% a 8% no fim do ano. Com o consumidor mais empobrecido e o risco do desemprego, a Estrela optou por apostar em produtos com preços mais baixos.

— Planejamos uma coleção com tíquete médio mais baixo. Mais de 80% da linha de brinquedos têm preço abaixo de R$ 100 — diz Fernandes.

Segundo ele, a importação de brinquedos caiu 37,7% no primeiro semestre, devido ao aumento de 30% a 35% no custo. O executivo afirma que as vendas de jogos e quebra-cabeças subiram cinco vezes na pandemia. Jovens e adultos passaram a compartilhar brincadeiras, reativando a venda de clássicos como Banco Imobiliário e Jogo da Vida.

 

Por Agência O Globo

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