Academias recuperam 45% dos clientes em cidades em que houve reabertura

Uma pesquisa realizada pela startup de gestão de academias Tecnofit aponta que, em cidades onde a reabertura econômica já se iniciou, os negócios fitness recuperaram 45% dos clientes nas duas primeiras semanas. Foram analisados cerca de 3 mil estabelecimentos nos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, entre os dias 27 de abril e 10 de maio.

Imagem: Revista Exame / Catherine Delahaye/Getty Images

As empresas fitness perderam em média 50% dos alunos após o fechamento das unidades por causa da pandemia. O segmento mais afetado foi o de estúdios de dança, yoga e pilates, com perda de 53,6% dos clientes, seguido pelas academias (-50,4%) e centro de treinamentos (-49,7%).

Os autores da pesquisa acreditam que uma hipótese para a queda menor nos centros de treinamento seja o fato de os alunos terem um vínculo maior com as atividades, como, por exemplo, alunos de crossfit.

Os dados indicam que a forma com que o aluno paga a empresa influenciou na decisão de manutenção do contrato. A maior perda de alunos foi quando os métodos de pagamento são o débito (-74,4%) e o dinheiro (-69,4%). As menores foram com cartão de crédito (-44,6%) e recorrência online (-48,4%). Na retomada das atividades, a tendência é oposta. Quase 73% dos pagamentos depois da reabertura foram feitos em dinheiro e 61,8%, no débito.

Analisando o tempo médio de contrato, a pesquisa constatou que o plano trimestral teve a maior queda de contratos ativos, de 65,4%. Na reabertura, o plano mensal tem a maior aderência dos alunos, com alta de 66,4%. Uma hipótese é que os consumidores não se sintam seguros para fazer investimentos de longo prazo.

Outro fator importante para a retomada foi a comunicação e interação com os clientes durante a quarentena. Os estabelecimentos que proporcionaram treinos online exclusivos tiveram perda muito menor (21,6%), do que os que não fizeram isso (30,9%).

 

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